Seu livro "O artista da fome" fala sobre circenses de uma maneira breve. Aqui, coloco trechos da obra, comentando. Quem foi esquecido? Quem faz o trabalho mais perigoso? Qual o resumo final do livro? Veja a seguir.
"Nas últimas décadas, o interesse pelos artistas da fome diminuiu bastante. Enquanto antes era um bom negócio organizar grandes apresentações do tipo por conta própria, hoje em dia é totalmente impossível."
Os tempos eram outros. Naquela época antiga a cidade inteira se ocupava com o artista da fome. Era reconhecido, até esquecerem-no, até ele morrer de fome. Então, colocaram uma pantera na jaula em que ele ficava.
Com o passar do tempo, esqueceram-no. Focaram em outra moda.
A pantera 🐆 substituta comia tudo o que lhe davam, ela gostava tanto que parecia não dar falta da sua liberdade tirada. Com seu ar nobre, ela parecia portar a própria liberdade dentro de si.
Essa é a parte que considero mais bonita! Até os que estão presos tem a liberdade dentro de si, caso contrário não saberiam o que é estar preso - porque para se estar preso, deve-se conhecer o que é liberdade.
O livro mostra algumas dificuldades sobre a profissão, o esforço que o atleta faz para poder realizar movimentos tão dinâmicos, e o que é abdicado na sua rotina: passa o dia sozinho lá em cima do trapézio, treina bastante.
Isso acontece devido ao fato de que em longas viagens, caso o passageiro não tenha espaço para ficar de pé e se mover, os músculos usados para ficar na posição sentada ficam contraídos, o que pode gerar dor. O sangue nutre os músculos, e ficar na mesma posição por muito tempo afeta a circulação.
O conteúdo é curto, com 34 páginas. É de rápida leitura, e um registro histórico. O "não apreciar música" é uma frase vinda de um escritor do final dos anos 1800 e começo de 1900. É entendível, né?
O artista da fome
Nesse conto é retratado um artista que entretém o público através de sua desvantagem. A condição humana de achar amigável o que é desprevalecido é posta aqui, sem rodeios. Ele ficava o tempo todo com fome, não foi visto comendo. Seria como uma reviravolta de novela caso o artista com ossos bem visíveis das costelas comesse um hambúrguer.Mas ele não o fazia, disse que nunca encontrou uma comida que o agradasse. Ele disse para que não admirem-no, pois ele passava fome sem nenhum esforço.
"Nas últimas décadas, o interesse pelos artistas da fome diminuiu bastante. Enquanto antes era um bom negócio organizar grandes apresentações do tipo por conta própria, hoje em dia é totalmente impossível."
Os tempos eram outros. Naquela época antiga a cidade inteira se ocupava com o artista da fome. Era reconhecido, até esquecerem-no, até ele morrer de fome. Então, colocaram uma pantera na jaula em que ele ficava.
A cada dia de jejum o público aumentava. Todos queriam ver o artista da fome pelo menos uma vez por dia."
O artista da fome não se incomodava com a luz forte, nem com o fato de estarem olhando-o o tempo todo. Ele sentava em cima de uma palha, fazia gracejos, contava histórias de sua vida e ouvia as do público."
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Fonte: IgorSuassuna - Pixabay |
Trapezistas
Os trapezistas tem a profissão mais difícil e perigosa na execução dentro do circo tradicional.
Tudo era silêncio. Às vezes um empregado, vagueando à tarde pelo teatro vazio, contemplava pensativo aquela altura, onde o trapezista sem notar que era observado, exercitava-se em sua arte ou descansava."
"Os deslocamentos eram muito penosos aos nervos do trapezista."
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| Fonte: Sephelonor - Pixabay |
O lado bom do circo é conhecer vários lugares. A rotina é entreter e mudar de lugar para se apresentar, conhecer pessoas novas, ver as diferentes reações que o público irá demonstrar te olhando.
O lado negativo é a distância de casa, de estar perto de entes queridos, e algumas vezes ser pressionado pelos chefes do circo.
Livro Kafka - O artista da fome
Os críticos do livro de Kafka dizem que ele escreveu esse livro à beira da morte, isolado de tudo e de todos, e que acabou gerando um espetáculo que "interessa a ninguém".O livro pula entre descrições, as quais o autor escolhe de acordo com suas preferências. Ele divaga sobre o que quer ressaltar nos artistas do circo. Uma das opniões explícitas de Franz Kafka se encontra nessa parte:
Não há quem não fique deslumbrado com o canto dela - o que é um fato ainda mais admirável, porque, em geral, nossa espécie não aprecia música".




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